FSAE: a responsável pelo amadurecimento dos universitários

Formula sae 2019
(por Viviane Nunes)

 

Uma das mais importantes competições, para universitários, é a Fórmula SAE (FSAE) promovida pela Society of Automotive Engineers (SAE) Brasil. Sua proposta é fazer a integração academia-indústria, especificamente com o segmento automotivo. Mundialmente, teve início em 1891, por uma carência de engenheiros no segmento. Atualmente, acontece em seis países:  Austrália, Itália, Inglaterra, Alemanha, Brasil e Estados Unidos.

No Brasil, a primeira versão foi em 2004, estando em seu 16º ano. Participam universidades de todas as regiões do Brasil. Em 2019, foram inscritas 70 equipes: 22 de carros elétricos e 48 de combustão, com 1.400 alunos, sendo perceptível o aumento da participação feminina – apesar de ainda não mensurado.

É a oportunidade que os estudantes têm para demonstrar na prática, os ensinamentos aprendidos nos bancos escolares e desenvolver um carro tipo Fórmula, utilizando não apenas a Engenharia, mas lançando mão da interdisciplinaridade. Ou seja: integrando outras matérias, como Administração de Empresas, Economia e Marketing.

Para Ronaldo Bianchini, coordenador da Fórmula no Brasil e que está no programa estudantil da entidade desde 1997, há uma evolução significativa no uso da tecnologia de simulação para a realização dos projetos. “As equipes de ponta têm se organizado de maneira mais profissional, por meio de gestão de projeto”, comentou Ronaldo.

Ele citou outro ponto importante: o desenvolvimento estrutural dos grupos participantes. “É como se fossem empresas, com atribuições bem definidas:  há um gestor, um capitão e outros cargos. Percebe-se que, os grupos com melhores resultados, são aqueles que aplicam a gestão de projeto. Outro ponto importante é a gestão de conhecimento, ou seja, transmitir aos novos, as experiências passadas pela equipe”.

O evento – A cidade que sedia a FSAE é Piracicaba, no interior de São Paulo.  São três dias de provas dinâmicas e estáticas, em que os veículos desenvolvidos pelos alunos são avaliados de acordo com: performance de cada projeto na pista e apresentações técnicas das equipes. Nas provas, é preciso mostrar em detalhes se o carro apresentado no projeto equivale ao apresentado no evento. Quem tem o melhor conjunto de projeto, vence.

Vinicius AntunesDurante todo o ano, desde as inscrições para a participação, os alunos também são acompanhados por empresas patrocinadoras, entre elas a Mathworks, representada no Brasil pela OPENCADD.

Vinicius Antunes (foto), gerente de Engenharia da OPENCADD, foi um dos juízes. Para ele a competição da Fórmula SAE Brasil “fortalece as iniciativas de preparação para os futuros profissionais do automobilismo, tecnologia e principalmente para uma visão de negócio e empreendedorismo inteligente com foco não só em produto, mas em formação para o mercado de trabalho e transformação da academia em práticas reais”.

 

 

 

Fernanda FilipeFernanda Filipe (foto), engenheira de Aplicação da OPENCADD, orientou as equipes de competição voltadas a carros elétricos, Faraday E-Racing da UFF, Tesla UFMG da UFMG, Capibarib.E Racing da UFPE. “Foi realizado um auxílio e disposição de treinamentos (MathWorks e OPENCADD) junto aos responsáveis pelo desenvolvimento de BMS (Battery Management System) que é uma das partes mais importantes de um carro elétrico para um melhor dimensionamento das baterias e simulações de sistemas de freios”, comentou.

Para 2020 – O evento está programado para o final de novembro. Espera-se um crescimento na quantidade de equipes inscritas. Mais informações, pelo site: http://portal.saebrasil.org.br/ ou pelo fone: (11) 3287-2033.

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